Há mais de 4 anos atrás, em fevereiro de 2009, eu “fundei” esse blog, quando eu ainda era um jovem recém-ingresso na Universidade Federal de Santa Catarina :P
Nesses 4 anos, MUITA coisa aconteceu, e 99 posts (100 com este) foram escritos e publicados aqui. Eu pretendo continuar com esse blog por muitos anos mais, e pra marcar a data festiva dos “primeiros” 100 posts, eu resolvi fazer uma lista dos “melhores” até agora. Na verdade, são os posts que eu considero pessoalmente mais marcantes, ou mais memoráveis. Aí vai (em ordem cronológica crescente): Continue reading →
Tudo começou ainda em 2011. Vir para os Países Baixos, estudar Ciência da Computação na Universidade de Utrecht. Começou como um sonho, uma imagem borrada e distante, mas que cada vez mais foi se aproximando até o ponto onde não havia mais volta: no dia 02 de Setembro de 2012 eu acordei e meu quarto estava praticamente vazio, só com as malas ao pé da cama… E às 11:30 eu embarquei no avião que ao decolar começaria essa jornada fantástica.
Bom, depois de já ter falado aqui no blog do dia-a-dia por aqui, e de coisas interessantes que fiz nas horas livres até agora, acho que chegou a hora de falar da motivo “oficial” pelo qual estou aqui, chegou a hora de falar do meu mestrado em Ciência da Computação na Universiteit Utrecht. Continue reading →
Há algum tempo atrás eu achei no Youtube um vídeo que parecia interessante, e decidi assistir só o começo pra ver se gostava. Mais de uma hora depois, eu tinha assistido o vídeo inteiro e estava FASCINADO com o que tinha acabado de ver. O vídeo chama-se “CS Unplugged”.
Esse vídeo é parte de um projeto criado pela Universidade de Canterbury (Nova Zelândia) e agora também patrocinado por Carnegie Mellon e Google, e que tem como objetivo inicial mostrar a crianças entre 10 e 13 anos o que é – afinal das contas – Ciência da Computação. Eles desenvolveram um conjunto de atividades (brincadeiras, basicamente) que ensinam os conceitos fundamentais de, por exemplo: representação binária, compressão, ordenação, busca binária, interação humano-computador, teoria da informação e criptografia de chave pública.
Eu fiquei MUITO empolgado com a idéia, e com um pouco de inveja daquelas crianças: eles tiveram uma aula mais profunda e inspiradora do que muitos alunos têm em bacharelados em Ciência da Computação… Esse vídeo me inspirou e me lembrou mais uma vez de um sonho antigo meu: ensinar Ciência da Computação (sem computadores) para crianças. Então aí vai o vídeo pra vocês verem:
No ano passado eu publiquei um artigo aqui descrevendo uma “distribuição” para Vim, que era o resultado de meses de uso DIÁRIO desse editor. Essa distribuição é totalmente modular e auto-contida. Além disso, eu tento seguir o princípio de “graceful degradation”. O que isso tudo significa?
Auto-contida no sentido de que não “espalha” arquivos pelos diretórios, nem interfere com configurações que eventualmente o usuário já possua. Você pode colocar o diretório baixado do repositório em um pendrive e usar em qualquer computador
Modular no sentido de que é constituída de uma série de plugins – não muitos – (gerenciados pelo NeoBundle), e uma série de arquivos contendo “defaults razoáveis” para esses plugins.
Graceful degradation significa que eu tento fazer o máximo possível, mas exigindo o mínimo possível. Além disso, os defaults tentam ser não-invasivos. O princípio é de que quanto mais frequente uma ação, mais simples deve ser realizá-la.
A boa notícia é que desde meados do ano passado essa minha “distribuição” de configurações para Vim evoluiu bastante, e eu considero-a pronta para ser usada pelo público geral de programadores usuários de Vim, ou até mesmo pra quem está só começando a usar esse ótimo editor.
Sem mais delongas, não vale a pena ficar repetindo aqui tudo o que já explicado no arquivo README no repositório. Então, vai lá, siga as instruções, teste e veja se você gosta… :)